{"id":502,"date":"2026-04-14T16:40:06","date_gmt":"2026-04-14T19:40:06","guid":{"rendered":"https:\/\/drbrunoair.com.br\/blog\/2025\/09\/13\/coalizao-tarsal-calcaneonavicular\/"},"modified":"2026-04-17T18:15:23","modified_gmt":"2026-04-17T21:15:23","slug":"coalizao-tarsal-calcaneonavicular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/drbrunoair.com.br\/blog\/coalizao-tarsal-calcaneonavicular\/","title":{"rendered":"Coaliz\u00e3o Tarsal Calcaneonavicular: Como Tratar"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A coaliz\u00e3o tarsal calcaneonavicular \u00e9 uma liga\u00e7\u00e3o anormal entre dois ossos do p\u00e9, o calc\u00e2neo e o navicular. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em muitos casos, ela existe desde o nascimento, mas s\u00f3 come\u00e7a a incomodar alguns anos depois, quando o p\u00e9 fica mais r\u00edgido e a dor aparece nas atividades do dia a dia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ponto mais importante \u00e9 entender que nem toda coaliz\u00e3o precisa de cirurgia, mas toda dor persistente merece avalia\u00e7\u00e3o correta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando o diagn\u00f3stico atrasa, a pessoa pode passar meses ou anos tratando o problema como se fosse apenas uma entorse, um <a href=\"https:\/\/drbrunoair.com.br\/tratamento-pe-chato-em-goiania\" title=\"tratamento de p\u00e9 chato em Goi\u00e2nia\">p\u00e9 chato<\/a> doloroso ou uma sobrecarga do esporte. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, faz sentido olhar para sintomas, exames e op\u00e7\u00f5es de tratamento de forma organizada.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 a coaliz\u00e3o tarsal calcaneonavicular<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A coaliz\u00e3o tarsal calcaneonavicular \u00e9 uma esp\u00e9cie de ponte entre ossos que deveriam se movimentar separadamente. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa ponte pode ser \u00f3ssea, cartilaginosa ou fibrosa, o que muda a rigidez do p\u00e9 e influencia a forma como os sintomas aparecem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na pr\u00e1tica, o problema reduz a mobilidade normal do retrop\u00e9 e altera a biomec\u00e2nica da marcha. Com o tempo, pode sobrecarregar articula\u00e7\u00f5es vizinhas, aumentar a rigidez e favorecer a dor durante esfor\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ela \u00e9 uma das formas mais comuns de <a href=\"https:\/\/drbrunoair.com.br\/blog\/coalizao-tarsal\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/drbrunoair.com.br\/blog\/coalizao-tarsal\/\">coaliz\u00e3o tarsal<\/a>. Muitas pessoas permanecem sem sintomas por anos, o que explica por que o diagn\u00f3stico nem sempre \u00e9 feito cedo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quando a condi\u00e7\u00e3o costuma dar sintomas<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora a altera\u00e7\u00e3o exista desde o desenvolvimento do p\u00e9, os sintomas geralmente aparecem quando a coaliz\u00e3o endurece mais e limita o movimento. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na forma calcaneonavicular, geralmente acontece entre os 8 e 12 anos, mas tamb\u00e9m pode ser percebido mais tarde.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O quadro cl\u00e1ssico \u00e9 dor no lado de fora ou no <a href=\"https:\/\/drbrunoair.com.br\/blog\/dor-no-meio-do-pe\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/drbrunoair.com.br\/blog\/dor-no-meio-do-pe\/\">meio do p\u00e9<\/a>, pior ap\u00f3s corrida, saltos, caminhadas longas ou esporte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em alguns pacientes, o primeiro sinal n\u00e3o \u00e9 a dor cont\u00ednua, mas a sensa\u00e7\u00e3o de p\u00e9 r\u00edgido ou o hist\u00f3rico de entorses repetidas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Sinais que merecem aten\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/drbrunoair.com.br\/blog\/dor-no-pe\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/drbrunoair.com.br\/blog\/dor-no-pe\/\">Dor no p\u00e9<\/a> ap\u00f3s atividade f\u00edsica;<\/li>\n\n\n\n<li>Rigidez para movimentar o p\u00e9;<\/li>\n\n\n\n<li>P\u00e9 plano r\u00edgido, e n\u00e3o apenas flex\u00edvel;<\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/drbrunoair.com.br\/blog\/entorse-de-tornozelo\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/drbrunoair.com.br\/blog\/entorse-de-tornozelo\/\">Entorses de tornozelo recorrentes<\/a>;<\/li>\n\n\n\n<li>Dificuldade para caminhar em piso irregular;<\/li>\n\n\n\n<li>Claudica\u00e7\u00e3o ou piora progressiva do rendimento.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esses sinais n\u00e3o fecham o diagn\u00f3stico sozinhos, mas ajudam a levantar suspeita. Quando aparecem juntos, a chance de o problema ser estrutural aumenta bastante.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como confirmar o diagn\u00f3stico<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O diagn\u00f3stico come\u00e7a pela hist\u00f3ria cl\u00ednica e pelo exame f\u00edsico. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O <a href=\"https:\/\/drbrunoair.com.br\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/drbrunoair.com.br\/\">ortopedista com vasta experi\u00eancia em patologias do p\u00e9 e tornozelo<\/a> observa o local da dor, a mobilidade do retrop\u00e9, o comportamento do arco plantar e a forma como o p\u00e9 se adapta, ou deixa de se adaptar, durante a marcha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse exame \u00e9 importante porque mostra se o p\u00e9 est\u00e1 apenas doloroso ou realmente r\u00edgido. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em muitos casos, o arco n\u00e3o corrige adequadamente quando a pessoa fica na ponta dos p\u00e9s, o que refor\u00e7a a suspeita de coaliz\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Quais exames podem ser pedidos<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A radiografia \u00e9 o primeiro passo, e a incid\u00eancia obl\u00edqua de 45 graus pode mostrar a coaliz\u00e3o calcaneonavicular ou o cl\u00e1ssico sinal do bico de tamandu\u00e1. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mesmo assim, a radiografia nem sempre revela toda a extens\u00e3o do problema.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A tomografia computadorizada \u00e9 o exame mais \u00fatil para definir tamanho, localiza\u00e7\u00e3o e extens\u00e3o da barra. Ela tamb\u00e9m ajuda no planejamento cir\u00fargico, quando a cirurgia entra em pauta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A resson\u00e2ncia magn\u00e9tica ganha valor quando h\u00e1 suspeita de coaliz\u00e3o cartilaginosa ou fibrosa. Al\u00e9m disso, ela ajuda a identificar edema \u00f3sseo, inflama\u00e7\u00e3o ao redor da coaliz\u00e3o e altera\u00e7\u00f5es associadas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Tratamento conservador: a primeira etapa na maioria dos casos<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na maior parte dos pacientes sintom\u00e1ticos, o tratamento come\u00e7a sem cirurgia. O objetivo inicial \u00e9 reduzir a dor, controlar a inflama\u00e7\u00e3o, melhorar a fun\u00e7\u00e3o e evitar sobrecarga cont\u00ednua do p\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse cuidado funciona melhor nos casos leves a moderados e nos quadros diagnosticados antes de grande degenera\u00e7\u00e3o articular. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m \u00e9 a melhor forma de entender se o p\u00e9 responde bem a medidas mais simples antes de considerar uma abordagem cir\u00fargica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O que pode fazer parte do tratamento conservador<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Redu\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria de impacto e adapta\u00e7\u00e3o de atividades;<\/li>\n\n\n\n<li>Palmilhas ou \u00f3rteses para estabilizar o p\u00e9;<\/li>\n\n\n\n<li>Bota ou imobiliza\u00e7\u00e3o por um per\u00edodo curto;<\/li>\n\n\n\n<li>Analg\u00e9sicos ou anti-inflamat\u00f3rios, quando indicados;<\/li>\n\n\n\n<li>Fisioterapia para mobilidade, for\u00e7a e controle da marcha;<\/li>\n\n\n\n<li>Infiltra\u00e7\u00e3o em casos selecionados, com objetivo paliativo.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O tempo de resposta varia. Em alguns casos, poucas semanas de ajuste j\u00e1 aliviam a dor, enquanto em outros o tratamento precisa ser mantido por alguns meses para mostrar resultado real.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 importante alinhar expectativa. O tratamento conservador pode controlar sintomas muito bem, mas nem sempre elimina a coaliz\u00e3o em si. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O objetivo \u00e9 devolver conforto e fun\u00e7\u00e3o com o menor custo biol\u00f3gico poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quando a cirurgia passa a ser uma boa op\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A cirurgia \u00e9 considerada quando a dor persiste apesar do tratamento conservador bem conduzido, que vale principalmente quando o problema interfere em atividades di\u00e1rias, esporte, marcha ou qualidade de vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O tipo de cirurgia n\u00e3o \u00e9 igual para todos. A escolha depende do tamanho da coaliz\u00e3o, da rigidez do p\u00e9, da idade do paciente, da presen\u00e7a de artrose e da exist\u00eancia de deformidades associadas, como p\u00e9 plano r\u00edgido importante.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Ressec\u00e7\u00e3o da coaliz\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na coaliz\u00e3o calcaneonavicular, a <a data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S2768276524008769\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S2768276524008769\">ressec\u00e7\u00e3o da barra \u00e9 uma das op\u00e7\u00f5es mais usadas quando o caso \u00e9 favor\u00e1vel.<\/a> Nessa t\u00e9cnica, a ponte anormal \u00e9 removida para tentar restaurar movimento e aliviar a dor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s a ressec\u00e7\u00e3o, o cirurgi\u00e3o pode interpor gordura ou m\u00fasculo na \u00e1rea operada para reduzir o risco de recidiva. Esse detalhe t\u00e9cnico \u00e9 bastante discutido porque ajuda a evitar que a barra volte a se formar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em geral, os melhores resultados aparecem quando a cirurgia \u00e9 indicada na hora certa. Casos com menos degenera\u00e7\u00e3o articular e melhor alinhamento do p\u00e9 costumam ter evolu\u00e7\u00e3o mais previs\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Corre\u00e7\u00e3o de deformidade associada<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Remover a coaliz\u00e3o nem sempre resolve tudo sozinho. <a href=\"https:\/\/drbrunoair.com.br\/tratamento-deformidade-dedos-dos-pes-goiania\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/drbrunoair.com.br\/tratamento-deformidade-dedos-dos-pes-goiania\">Quando existe deformidade importante do p\u00e9, o alinhamento tamb\u00e9m pode precisar de corre\u00e7\u00e3o no mesmo tempo cir\u00fargico.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso acontece porque um p\u00e9 j\u00e1 bastante desalinhado pode continuar doloroso mesmo ap\u00f3s a retirada da barra. Nesses casos, tratar apenas a coaliz\u00e3o pode ser insuficiente para devolver a fun\u00e7\u00e3o adequada.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Artrodese em situa\u00e7\u00f5es selecionadas<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <a data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.researchgate.net\/profile\/Ricardo-Ferreira-20\/publication\/265842504_Surgical_treatment_of_congenital_tarsal_coalitions_with_arthrodesis\/links\/541c6e430cf2218008c8ace4\/Surgical-treatment-of-congenital-tarsal-coalitions-with-arthrodesis.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/profile\/Ricardo-Ferreira-20\/publication\/265842504_Surgical_treatment_of_congenital_tarsal_coalitions_with_arthrodesis\/links\/541c6e430cf2218008c8ace4\/Surgical-treatment-of-congenital-tarsal-coalitions-with-arthrodesis.pdf\">artrodese, que \u00e9 a fus\u00e3o cir\u00fargica de uma articula\u00e7\u00e3o<\/a>, costuma ficar reservada para cen\u00e1rios mais complexos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ela entra mais na conversa quando existe desgaste articular importante, rigidez avan\u00e7ada ou quando a anatomia n\u00e3o favorece uma ressec\u00e7\u00e3o isolada com boa chance de sucesso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o \u00e9 a primeira escolha para a maioria dos quadros calcaneonaviculares t\u00edpicos. Ainda assim, pode ser uma solu\u00e7\u00e3o correta em pacientes bem selecionados, sobretudo quando o objetivo principal passa a ser aliviar dor persistente e estabilizar o p\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como \u00e9 a recupera\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A recupera\u00e7\u00e3o depende da cirurgia realizada e do estado do p\u00e9 antes do procedimento, mas existe um padr\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas primeiras semanas, o foco \u00e9 proteger a \u00e1rea operada, controlar a dor e edema, e iniciar a reabilita\u00e7\u00e3o no momento certo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois disso, a progress\u00e3o de carga, mobilidade e fortalecimento \u00e9 feita de forma gradual. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O retorno pleno ao esporte leva mais tempo do que o retorno \u00e0s atividades b\u00e1sicas, por isso vale respeitar cada fase.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O que esperar do p\u00f3s-operat\u00f3rio<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Per\u00edodo inicial com prote\u00e7\u00e3o do p\u00e9 operado;<\/li>\n\n\n\n<li>Uso de bota ou imobiliza\u00e7\u00e3o, conforme a t\u00e9cnica;<\/li>\n\n\n\n<li>Fisioterapia para recuperar mobilidade e for\u00e7a;<\/li>\n\n\n\n<li>Retorno progressivo \u00e0 marcha e ao apoio total;<\/li>\n\n\n\n<li>Volta ao esporte apenas ap\u00f3s libera\u00e7\u00e3o funcional.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mesmo quando a evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 boa, a recupera\u00e7\u00e3o completa pode levar alguns meses. O melhor resultado vem da combina\u00e7\u00e3o entre t\u00e9cnica cir\u00fargica adequada e reabilita\u00e7\u00e3o bem conduzida.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Perguntas frequentes<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Coaliz\u00e3o calcaneonavicular sempre precisa de cirurgia?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o. Se a coaliz\u00e3o n\u00e3o causa dor relevante nem limita a fun\u00e7\u00e3o, muitas vezes basta acompanhar. Quando h\u00e1 sintomas, o tratamento geralmente come\u00e7a com medidas conservadoras, como adapta\u00e7\u00e3o de atividades, \u00f3rteses, imobiliza\u00e7\u00e3o curta e fisioterapia. A cirurgia costuma ser considerada quando a dor persiste, afeta a rotina ou o esporte e n\u00e3o melhora com tratamento cl\u00ednico bem feito.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Qual exame mostra melhor a coaliz\u00e3o calcaneonavicular?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A radiografia pode levantar a suspeita e, em muitos casos, j\u00e1 mostra sinais t\u00edpicos da coaliz\u00e3o calcaneonavicular. Mesmo assim, a tomografia costuma oferecer uma vis\u00e3o mais precisa da extens\u00e3o e da anatomia da barra, sendo muito \u00fatil no planejamento do tratamento. A resson\u00e2ncia ajuda mais quando a conex\u00e3o \u00e9 cartilaginosa ou fibrosa, ou quando se quer avaliar inflama\u00e7\u00e3o e estruturas ao redor.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Crian\u00e7as e adolescentes s\u00e3o os mais afetados pelos sintomas?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os sintomas costumam aparecer nessa fase porque a coaliz\u00e3o fica mais r\u00edgida com a ossifica\u00e7\u00e3o. Na forma calcaneonavicular, isso frequentemente acontece entre 8 e 12 anos. Ainda assim, adultos tamb\u00e9m podem receber o diagn\u00f3stico, principalmente quando passaram anos tratando a dor como entorse, sobrecarga ou p\u00e9 plano doloroso, sem investiga\u00e7\u00e3o adequada da causa estrutural.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">\u00c9 poss\u00edvel voltar ao esporte depois do tratamento?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em muitos casos, sim. Alguns pacientes voltam ao esporte apenas com tratamento conservador bem conduzido, especialmente quando a dor \u00e9 leve e o diagn\u00f3stico foi feito cedo. Ap\u00f3s cirurgia, o retorno tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel, mas depende do tipo de procedimento, da reabilita\u00e7\u00e3o e da resposta individual. O mais importante \u00e9 recuperar fun\u00e7\u00e3o, for\u00e7a e mobilidade antes de retomar impacto e mudan\u00e7a de dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A coaliz\u00e3o tarsal calcaneonavicular \u00e9 uma liga\u00e7\u00e3o anormal entre dois ossos do p\u00e9, o calc\u00e2neo e o navicular. Em muitos casos, ela existe desde o nascimento, mas s\u00f3 come\u00e7a a incomodar alguns anos depois, quando o p\u00e9 fica mais r\u00edgido e a dor aparece nas atividades do dia a dia. 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