{"id":556,"date":"2025-09-13T12:00:25","date_gmt":"2025-09-13T15:00:25","guid":{"rendered":"https:\/\/drbrunoair.com.br\/blog\/2025\/09\/13\/lesao-de-lisfranc\/"},"modified":"2025-12-02T15:52:07","modified_gmt":"2025-12-02T18:52:07","slug":"lesao-de-lisfranc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/drbrunoair.com.br\/blog\/lesao-de-lisfranc\/","title":{"rendered":"Les\u00e3o de Lisfranc: causas, sintomas e tratamento"},"content":{"rendered":"\n<p>A les\u00e3o de Lisfranc \u00e9 uma causa frequente de dor intensa no m\u00e9diop\u00e9, com risco de instabilidade articular e artrose precoce. <\/p>\n\n\n\n<p>Sempre refor\u00e7o com meus pacientes que, quando reconhecida cedo, o tratamento certo evita sequelas e acelera a volta \u00e0s atividades.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Entenda a les\u00e3o de Lisfranc<\/h2>\n\n\n\n<p>Acontece no meio do p\u00e9, nas articula\u00e7\u00f5es que conectam o tarso aos metatarsos.<\/p>\n\n\n\n<p>O ligamento de Lisfranc \u2014 da base do 2\u00ba metatarso ao cuneiforme medial \u2014 \u00e9 o principal respons\u00e1vel pela estabilidade dessa \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<p>A les\u00e3o pode atingir s\u00f3 o ligamento, com ruptura e instabilidade, mas tamb\u00e9m pode vir acompanhada de fraturas e, nos quadros graves, de luxa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Como essa \u00e1rea sustenta a transfer\u00eancia de carga do retrop\u00e9 para o antep\u00e9, qualquer falha estrutural costuma gerar dor ao apoiar, dificuldade para caminhar e perda de for\u00e7a no impulso.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Causas e mecanismos mais comuns<\/h2>\n\n\n\n<p>Dois mecanismos explicam a maioria dos casos de les\u00e3o de Lisfranc: trauma indireto com o p\u00e9 em flex\u00e3o plantar sob carga axial e trauma direto com impacto no dorso do p\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Esportes com mudan\u00e7a r\u00e1pida de dire\u00e7\u00e3o, como futebol e v\u00f4lei, com tor\u00e7\u00e3o do p\u00e9 apoiado.<\/li>\n\n\n\n<li>Queda ao descer degraus ou de bicicleta, com o p\u00e9 travado e o corpo avan\u00e7ando.<\/li>\n\n\n\n<li>Acidentes de tr\u00e2nsito, com compress\u00e3o do p\u00e9 contra pedais ou painel.<\/li>\n\n\n\n<li>Objetos pesados caindo sobre o dorso do p\u00e9, gerando contundimento e fratura.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sinais e sintomas que pedem aten\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>O quadro t\u00edpico come\u00e7a com dor no m\u00e9diop\u00e9 que piora ao apoiar, edema no dorso do p\u00e9 e, muitas vezes, hematoma na sola na regi\u00e3o medial. <\/p>\n\n\n\n<p>A presen\u00e7a desse hematoma plantar \u00e9 um sinal de alerta para les\u00e3o de Lisfranc.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Dor localizada entre o primeiro e o segundo metatarsos, ou no dorso do m\u00e9diop\u00e9.<\/li>\n\n\n\n<li>Edema importante nas primeiras horas, com dificuldade para cal\u00e7ar e apoiar.<\/li>\n\n\n\n<li>Equimose plantar medial, achado sugestivo de instabilidade.<\/li>\n\n\n\n<li>Sensa\u00e7\u00e3o de \u201cceder\u201d ao tentar caminhar, com marcha ant\u00e1lgica.<\/li>\n\n\n\n<li>Em casos graves, encurtamento aparente do p\u00e9 ou deformidade vis\u00edvel.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Diagn\u00f3stico: do exame f\u00edsico aos exames de imagem<\/h2>\n\n\n\n<p>O exame f\u00edsico avalia dor \u00e0 palpa\u00e7\u00e3o no espa\u00e7o entre o primeiro e o segundo raios, dor ao estresse de abdu\u00e7\u00e3o do antep\u00e9 e incapacidade de ficar na ponta dos dedos. <\/p>\n\n\n\n<p>Na suspeita cl\u00ednica, os exames de imagem confirmam a les\u00e3o de Lisfranc.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Radiografias com carga nos planos anteroposterior, lateral e obl\u00edquo, preferindo compara\u00e7\u00e3o com o lado sem les\u00e3o. Desalinhamento entre a face medial do 2\u00ba metatarso e a face medial do cuneiforme intermedi\u00e1rio sugere instabilidade.<\/li>\n\n\n\n<li>Tomografia computadorizada identifica fraturas finas e avalia o posicionamento articular, \u00fatil no planejamento cir\u00fargico.<\/li>\n\n\n\n<li>Resson\u00e2ncia magn\u00e9tica mostra ruptura ligamentar e edema \u00f3sseo, valiosa quando a radiografia n\u00e3o explica a dor.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Se a dor \u00e9 intensa e as imagens iniciais s\u00e3o inconclusivas, radiografias com carga ap\u00f3s o edema ceder podem ser repetidas ou solicitar uma tomografia, pois isso evita subdiagn\u00f3stico da les\u00e3o de Lisfranc.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Tratamento: conservador ou cir\u00fargico<\/h2>\n\n\n\n<p>A escolha depende do alinhamento e da estabilidade. <\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Conservador para les\u00e3o de Lisfranc est\u00e1vel: imobiliza\u00e7\u00e3o com bota ou gesso, sem apoio, por 6 a 8 semanas, seguida de apoio progressivo e fisioterapia focada em mobilidade, for\u00e7a intr\u00ednseca do p\u00e9 e propriocep\u00e7\u00e3o.<\/li>\n\n\n\n<li>Cir\u00fargico para instabilidade ou desalinhamento: redu\u00e7\u00e3o e fixa\u00e7\u00e3o interna com parafusos e placas, ou artrodese seletiva em padr\u00f5es de fratura ligamentar extensa. Remo\u00e7\u00e3o de material pode ser considerada conforme dor e atividade.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a cirurgia para les\u00e3o de Lisfranc, o protocolo t\u00edpico inclui imobiliza\u00e7\u00e3o e aus\u00eancia de apoio por 6 a 8 semanas, depois carga parcial guiada por imagem e dor, com retorno pleno \u00e0s atividades apenas quando a marcha estiver est\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Progn\u00f3stico e poss\u00edveis complica\u00e7\u00f5es<\/h2>\n\n\n\n<p>O progn\u00f3stico melhora quando o diagn\u00f3stico \u00e9 precoce e o alinhamento \u00e9 restaurado. <\/p>\n\n\n\n<p>As complica\u00e7\u00f5es mais comuns s\u00e3o artrose tarsometatarsal, dor cr\u00f4nica ao apoiar, rigidez, perda de impulso na marcha e necessidade de procedimentos adicionais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Preven\u00e7\u00e3o e cuidados pr\u00e1ticos<\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Em esportes com chute e giro, treinar t\u00e9cnica de apoio e refor\u00e7ar estabilidade do tornozelo e do arco plantar.<\/li>\n\n\n\n<li>Usar cal\u00e7ados com bom suporte do mediop\u00e9 e palmilhas quando indicado.<\/li>\n\n\n\n<li>Evitar retorno precoce ap\u00f3s tor\u00e7\u00e3o dolorosa do p\u00e9, procure avalia\u00e7\u00e3o se a dor persiste.<\/li>\n\n\n\n<li>Gelo e eleva\u00e7\u00e3o nas primeiras 48 horas ajudam no controle do edema.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">FAQs<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 a les\u00e3o de Lisfranc?<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 uma instabilidade das articula\u00e7\u00f5es tarsometatarsais, causada por ruptura ligamentar, fratura ou ambos. Sem tratamento adequado, a cartilagem sofre e a marcha fica dolorosa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como diferenciar de uma entorse simples do p\u00e9?<\/h3>\n\n\n\n<p>Dor focal no m\u00e9diop\u00e9, hematoma plantar medial e piora ao apoiar levantam suspeita. Radiografia com carga, tomografia e resson\u00e2ncia ajudam a confirmar o diagn\u00f3stico.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Toda les\u00e3o de Lisfranc precisa de cirurgia?<\/h3>\n\n\n\n<p>N\u00e3o. Les\u00f5es est\u00e1veis e sem desvio podem ser tratadas com imobiliza\u00e7\u00e3o e reabilita\u00e7\u00e3o. Instabilidade ou desalinhamento costumam exigir fixa\u00e7\u00e3o interna ou artrodese seletiva.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Quanto tempo demora para voltar a caminhar sem dor?<\/h3>\n\n\n\n<p>Em casos est\u00e1veis, o apoio retorna em 6 a 8 semanas de forma progressiva. Ap\u00f3s cirurgia, a aus\u00eancia de apoio geralmente dura per\u00edodo semelhante, seguido de reabilita\u00e7\u00e3o por alguns meses.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Posso voltar ao esporte depois da les\u00e3o?<\/h3>\n\n\n\n<p>Sim, com crit\u00e9rios claros de retorno: sem dor, for\u00e7a e equil\u00edbrio restabelecidos, imagem est\u00e1vel e testes funcionais adequados. O tempo varia conforme o padr\u00e3o da les\u00e3o e a modalidade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Quais s\u00e3o as sequelas mais comuns?<\/h3>\n\n\n\n<p>Artrose tarsometatarsal, dor cr\u00f4nica ao impacto, rigidez e necessidade futura de artrodese em casos avan\u00e7ados. Um diagn\u00f3stico precoce reduz esse risco.<\/p>\n\n\n\n<script type=\"application\/ld+json\">\n{\n  \"@context\": \"https:\/\/schema.org\",\n  \"@type\": \"FAQPage\",\n  \"mainEntity\": [\n    {\n      \"@type\": \"Question\",\n      \"name\": \"O que \u00e9 a lesu00e3o de Lisfranc?\",\n      \"acceptedAnswer\": {\n        \"@type\": \"Answer\",\n        \"text\": \"\u00c9 uma instabilidade das articula\u00e7\u00f5es tarsometatarsais, causada por ruptura ligamentar, fratura ou ambos. Sem tratamento adequado, a cartilagem sofre e a marcha fica dolorosa.\"\n      }\n    },\n    {\n      \"@type\": \"Question\",\n      \"name\": \"Como diferenciar de uma entorse simples do p\u00e9?\",\n      \"acceptedAnswer\": {\n        \"@type\": \"Answer\",\n        \"text\": \"Dor focal no m\u00e9diop\u00e9, hematoma plantar medial e piora ao apoiar levantam suspeita. 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