{"id":556,"date":"2026-04-12T14:45:35","date_gmt":"2026-04-12T17:45:35","guid":{"rendered":"https:\/\/drbrunoair.com.br\/blog\/2025\/09\/13\/lesao-de-lisfranc\/"},"modified":"2026-04-12T14:45:36","modified_gmt":"2026-04-12T17:45:36","slug":"lesao-de-lisfranc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/drbrunoair.com.br\/blog\/lesao-de-lisfranc\/","title":{"rendered":"Les\u00e3o de Lisfranc: causas, sintomas e tratamento"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A les\u00e3o de Lisfranc acontece no m\u00e9dio-p\u00e9, na regi\u00e3o que liga o tarso aos metatarsos. Quando essa \u00e1rea perde estabilidade, a dor ao apoiar pode ser intensa e a marcha fica limitada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ponto mais importante \u00e9 n\u00e3o tratar como uma entorse comum quando h\u00e1 sinais de alerta. Identificar cedo e alinhar bem as articula\u00e7\u00f5es reduz o risco de artrose e dor cr\u00f4nica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 a les\u00e3o de Lisfranc<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O <a data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/journals.sagepub.com\/doi\/abs\/10.1177\/107110079701800609\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" href=\"https:\/\/journals.sagepub.com\/doi\/abs\/10.1177\/107110079701800609\">complexo de Lisfranc <\/a>\u00e9 formado pelas articula\u00e7\u00f5es tarsometatarsais e por ligamentos fortes que mant\u00eam o arco do p\u00e9 est\u00e1vel. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ligamento de Lisfranc, que conecta o 2\u00ba metatarso aos cuneiformes, \u00e9 uma pe\u00e7a central dessa estabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A les\u00e3o pode ser uma distens\u00e3o, uma ruptura ligamentar, uma <a href=\"https:\/\/drbrunoair.com.br\/blog\/tipos-de-fratura-no-pe\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/drbrunoair.com.br\/blog\/tipos-de-fratura-no-pe\/\">fratura<\/a> ou uma combina\u00e7\u00e3o dos dois. Quando existe desalinhamento, o corpo perde a base de apoio para caminhar e impulsionar.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Por que essa les\u00e3o merece aten\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O m\u00e9dio-p\u00e9 tem pouca \u201cfolga\u201d para compensar a instabilidade. Se a les\u00e3o cicatriza com desvio, o impacto se concentra na cartilagem e pode acelerar o desgaste.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, dor persistente no m\u00e9dio-p\u00e9 depois de trauma ou tor\u00e7\u00e3o sempre merece avalia\u00e7\u00e3o cuidadosa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Causas e mecanismos mais comuns<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A les\u00e3o de Lisfranc costuma ocorrer por dois caminhos. Um \u00e9 o trauma indireto, com o p\u00e9 em flex\u00e3o plantar e o corpo aplicando carga e tor\u00e7\u00e3o. O outro \u00e9 o trauma direto, com impacto no dorso do p\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Algumas situa\u00e7\u00f5es frequentes:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Tor\u00e7\u00e3o com o p\u00e9 apoiado em esportes de mudan\u00e7a r\u00e1pida de dire\u00e7\u00e3o.<\/li>\n\n\n\n<li>Queda em degrau, escorreg\u00e3o ou \u201cpisada em falso\u201d com o p\u00e9 travado.<\/li>\n\n\n\n<li>Acidente de tr\u00e2nsito, com compress\u00e3o do p\u00e9 contra o pedal ou painel.<\/li>\n\n\n\n<li>Objeto pesado caindo no dorso do p\u00e9.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sintomas e sinais de alerta<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O quadro t\u00edpico \u00e9 dor no m\u00e9dio-p\u00e9 que piora ao apoiar, com edema no dorso e dificuldade para caminhar. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em alguns casos, o p\u00e9 parece \u201cceder\u201d quando a pessoa tenta dar o passo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sinais que aumentam a suspeita:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Dor bem localizada no dorso do m\u00e9dio-p\u00e9 ou entre o 1\u00ba e 2\u00ba raios.<\/li>\n\n\n\n<li>Incha\u00e7o importante nas primeiras horas, com dificuldade para cal\u00e7ar.<\/li>\n\n\n\n<li>Equimose plantar (hematoma na sola), especialmente na regi\u00e3o medial.<\/li>\n\n\n\n<li>Dor ao ficar na ponta dos p\u00e9s ou ao \u201cempurrar\u201d o ch\u00e3o para andar.<\/li>\n\n\n\n<li>Deformidade, encurtamento aparente do p\u00e9 ou incapacidade total de apoio.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Quando procurar atendimento com urg\u00eancia<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Procure avalia\u00e7\u00e3o no mesmo dia se houver incapacidade de apoiar, deformidade vis\u00edvel ou dor que n\u00e3o permite caminhar. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m vale aten\u00e7\u00e3o extra se o <a href=\"https:\/\/drbrunoair.com.br\/blog\/pe-doendo-e-inchado\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/drbrunoair.com.br\/blog\/pe-doendo-e-inchado\/\">p\u00e9 estiver muito inchado e doloroso<\/a>, com <a href=\"https:\/\/drbrunoair.com.br\/blog\/como-tratar-formigamento-nos-pes\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/drbrunoair.com.br\/blog\/como-tratar-formigamento-nos-pes\/\">formigamento <\/a>ou mudan\u00e7a de cor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quanto mais cedo o alinhamento \u00e9 confirmado, maior a chance de um resultado funcional melhor.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como \u00e9 feito o diagn\u00f3stico<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O diagn\u00f3stico come\u00e7a pela hist\u00f3ria do trauma e pelo exame f\u00edsico. Muitas les\u00f5es passam despercebidas quando s\u00e3o tratadas como entorse simples, ent\u00e3o a combina\u00e7\u00e3o de sinais cl\u00ednicos e imagem \u00e9 decisiva.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Exame f\u00edsico<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O m\u00e9dico costuma avaliar dor \u00e0 palpa\u00e7\u00e3o no m\u00e9dio-p\u00e9, estabilidade das articula\u00e7\u00f5es e testes que estressam o antep\u00e9. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A dor no ponto certo e a dificuldade para realizar testes simples, como elevar o calcanhar, aumentam a suspeita.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Exames de imagem mais usados<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A radiografia ainda \u00e9 o primeiro exame, mas precisa ser bem indicada e bem interpretada. Quando a les\u00e3o \u00e9 sutil, a radiografia sem carga pode parecer normal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em geral, entram no racioc\u00ednio:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Radiografias em diferentes incid\u00eancias e, quando poss\u00edvel, radiografia com carga e compara\u00e7\u00e3o com o lado sem les\u00e3o.<\/li>\n\n\n\n<li>Tomografia computadorizada, \u00fatil para ver fraturas finas e entender o padr\u00e3o articular.<\/li>\n\n\n\n<li>Resson\u00e2ncia magn\u00e9tica, valiosa para avaliar o ligamento de Lisfranc e edema \u00f3sseo quando a dor \u00e9 desproporcional ao raio-x.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se a suspeita cl\u00ednica \u00e9 forte e o primeiro exame n\u00e3o explica o quadro, repetir a avalia\u00e7\u00e3o e complementar a imagem evita o subdiagn\u00f3stico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Tratamento: quando \u00e9 conservador e quando \u00e9 cir\u00fargico<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O tratamento depende principalmente de estabilidade e alinhamento. Les\u00f5es est\u00e1veis, sem abertura articular (di\u00e1stase) e sem deslocamento, tendem a evoluir bem com cuidado conservador.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando h\u00e1 instabilidade, desalinhamento ou <a data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.msdmanuals.com\/pt\/profissional\/les%C3%B5es-intoxica%C3%A7%C3%A3o\/fraturas\/fratura-luxa%C3%A7%C3%A3o-no-m%C3%A9dio-p%C3%A9-les%C3%A3o-de-lisfranc\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" href=\"https:\/\/www.msdmanuals.com\/pt\/profissional\/les%C3%B5es-intoxica%C3%A7%C3%A3o\/fraturas\/fratura-luxa%C3%A7%C3%A3o-no-m%C3%A9dio-p%C3%A9-les%C3%A3o-de-lisfranc\">fratura com desvio<\/a>, o tratamento cir\u00fargico \u00e9 recomendado para restaurar a anatomia do m\u00e9dio-p\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Tratamento conservador<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em casos selecionados, a conduta inclui imobiliza\u00e7\u00e3o (bota ou gesso) e restri\u00e7\u00e3o de carga. O per\u00edodo sem apoio fica em torno de 6 a 8 semanas, com reavalia\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas e por imagem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois, o apoio volta de forma gradual, guiado por dor e estabilidade. A fisioterapia entra para recuperar a <a href=\"https:\/\/drbrunoair.com.br\/blog\/mobilidade-de-tornozelo\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/drbrunoair.com.br\/blog\/mobilidade-de-tornozelo\/\">mobilidade do tornozelo<\/a>, for\u00e7a, controle, musculatura intr\u00ednseca do p\u00e9 e padr\u00e3o de marcha.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Tratamento cir\u00fargico<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A cirurgia busca realinhar as articula\u00e7\u00f5es tarsometatarsais e estabiliz\u00e1-las. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O procedimento pode ser feito com fixa\u00e7\u00e3o interna (parafusos e placas) ou, em alguns padr\u00f5es, com artrodese seletiva (fus\u00e3o) de articula\u00e7\u00f5es com pouca mobilidade e alto risco de dor futura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O objetivo \u00e9 devolver um m\u00e9dio-p\u00e9 est\u00e1vel, com arco preservado e menor chance de artrose precoce.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Reabilita\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-tratamento<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s a cirurgia, \u00e9 comum um per\u00edodo inicial sem carga e com imobiliza\u00e7\u00e3o, seguido de progress\u00e3o lenta para apoio parcial. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A reabilita\u00e7\u00e3o foca em reduzir o edema, recuperar o movimento, fortalecer e retreinar a marcha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pressa costuma ser o maior inimigo nessa fase, pois voltar a apoiar antes da estabilidade estar consolidada aumenta o risco de dor persistente e rigidez.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Tempo de recupera\u00e7\u00e3o e retorno ao esporte<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O tempo total varia com o padr\u00e3o da les\u00e3o, a presen\u00e7a de fraturas e a necessidade de cirurgia. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em linhas gerais, a recupera\u00e7\u00e3o do dia a dia pode ocorrer em alguns meses, mas o retorno esportivo completo pode levar mais tempo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em les\u00f5es mais complexas, n\u00e3o \u00e9 raro o processo se estender por 6 meses a 1 ano, especialmente para esportes com salto, corrida e mudan\u00e7a de dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Crit\u00e9rios comuns para voltar a treinar<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Alguns crit\u00e9rios pr\u00e1ticos costumam ser considerados em conjunto:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Aus\u00eancia de dor ao caminhar e ao subir escadas.<\/li>\n\n\n\n<li>For\u00e7a e equil\u00edbrio pr\u00f3ximos do lado n\u00e3o lesionado.<\/li>\n\n\n\n<li>Arco e alinhamento est\u00e1veis nos controles indicados.<\/li>\n\n\n\n<li>Capacidade de trote, salto leve e mudan\u00e7a de dire\u00e7\u00e3o sem \u201cfalhas\u201d na marcha.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O plano ideal \u00e9 individualizado e ajustado conforme resposta do p\u00e9 \u00e0 carga.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Progn\u00f3stico e poss\u00edveis complica\u00e7\u00f5es<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O progn\u00f3stico melhora quando a les\u00e3o \u00e9 diagnosticada cedo e o alinhamento \u00e9 restaurado. Mesmo com tratamento adequado, algumas pessoas podem manter desconforto em atividades de impacto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As complica\u00e7\u00f5es mais conhecidas incluem artrose tarsometatarsal, dor cr\u00f4nica no m\u00e9dio-p\u00e9, rigidez, colapso do arco e limita\u00e7\u00e3o para esportes. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O risco tende a ser maior quando a les\u00e3o \u00e9 inst\u00e1vel e ficou tempo sem diagn\u00f3stico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Preven\u00e7\u00e3o e cuidados pr\u00e1ticos<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o d\u00e1 para \u201cblindar\u201d o p\u00e9 de todo acidente, mas \u00e9 poss\u00edvel reduzir o risco em algumas situa\u00e7\u00f5es, onde o ideal \u00e9 ter o <a href=\"https:\/\/drbrunoair.com.br\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/drbrunoair.com.br\/\">acompanhamento de ortopedista especialista em p\u00e9 e tornozelo para tratar o problema com seguran\u00e7a.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fortalecer tornozelo, melhorar propriocep\u00e7\u00e3o e treinar mudan\u00e7as de dire\u00e7\u00e3o com t\u00e9cnica ajudam em esportes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Boas pr\u00e1ticas do dia a dia:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Usar cal\u00e7ado com bom suporte no m\u00e9dio-p\u00e9 para treinos e caminhadas longas.<\/li>\n\n\n\n<li>Evitar retorno r\u00e1pido ao esporte ap\u00f3s tor\u00e7\u00e3o com dor persistente no m\u00e9dio-p\u00e9.<\/li>\n\n\n\n<li>Controlar edema nas primeiras 48 horas com eleva\u00e7\u00e3o e compress\u00e3o leve, quando indicado.<\/li>\n\n\n\n<li>Procurar avalia\u00e7\u00e3o se a dor ao apoiar n\u00e3o melhora em poucos dias.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Perguntas frequentes<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O que diferencia a les\u00e3o de Lisfranc de uma entorse comum?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A diferen\u00e7a costuma estar na localiza\u00e7\u00e3o e no comportamento da dor. Na les\u00e3o de Lisfranc, a dor fica no m\u00e9dio-p\u00e9 e piora muito ao apoiar, muitas vezes com incha\u00e7o importante. Um sinal que chama aten\u00e7\u00e3o \u00e9 o hematoma na sola do p\u00e9, que n\u00e3o \u00e9 t\u00edpico de entorses simples. Mesmo quando o raio-x parece normal, exames com carga, tomografia ou resson\u00e2ncia podem ser necess\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">A radiografia pode dar normal mesmo com les\u00e3o?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sim, principalmente nas les\u00f5es ligamentares sem fratura evidente. Em alguns casos, a altera\u00e7\u00e3o aparece melhor em radiografia com carga, porque o apoio \u201cabre\u201d a instabilidade. Quando a suspeita cl\u00ednica \u00e9 forte e o exame inicial \u00e9 inconclusivo, o m\u00e9dico pode pedir tomografia para fraturas finas ou resson\u00e2ncia para avaliar o ligamento e o edema \u00f3sseo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Toda les\u00e3o de Lisfranc precisa de cirurgia?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o. Les\u00f5es est\u00e1veis, sem desvio e sem instabilidade significativa podem ser tratadas com imobiliza\u00e7\u00e3o e restri\u00e7\u00e3o de carga, seguidas de reabilita\u00e7\u00e3o. A cirurgia costuma ser indicada quando h\u00e1 desalinhamento, di\u00e1stase entre ossos, fraturas com desvio ou instabilidade articular. A decis\u00e3o final depende do exame, das imagens e do perfil de atividade da pessoa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Quanto tempo demora para voltar a caminhar sem dor?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em casos est\u00e1veis, \u00e9 comum ficar 6 a 8 semanas sem apoiar e depois retomar a carga gradualmente, conforme dor e controle m\u00e9dico. Ap\u00f3s cirurgia, o per\u00edodo sem apoio costuma ser semelhante, mas a reabilita\u00e7\u00e3o pode ser mais longa. Caminhar \u201cnormal\u201d pode levar alguns meses, e atividades de impacto geralmente exigem mais tempo e progress\u00e3o bem controlada.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">\u00c9 poss\u00edvel voltar ao esporte no mesmo n\u00edvel?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Muitas pessoas voltam, mas o tempo e o n\u00edvel dependem da gravidade e do tipo de les\u00e3o. Esportes de corrida, salto e mudan\u00e7a de dire\u00e7\u00e3o exigem um m\u00e9dio-p\u00e9 muito est\u00e1vel e sem dor. Em les\u00f5es complexas, alguns atletas n\u00e3o recuperam 100% do n\u00edvel anterior, mesmo com cirurgia bem-sucedida. Crit\u00e9rios funcionais e estabilidade em exames ajudam a definir o momento seguro.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Quais s\u00e3o as sequelas mais comuns?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As principais s\u00e3o dor persistente no m\u00e9dio-p\u00e9, rigidez e artrose tarsometatarsal, que pode aparecer com o tempo. Tamb\u00e9m pode ocorrer queda do arco e dificuldade para atividades de impacto. O risco de sequela aumenta quando a les\u00e3o \u00e9 subdiagnosticada ou quando cicatriza com desalinhamento. Por isso, a avalia\u00e7\u00e3o precoce e o tratamento adequado fazem tanta diferen\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A les\u00e3o de Lisfranc acontece no m\u00e9dio-p\u00e9, na regi\u00e3o que liga o tarso aos metatarsos. 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